Doença Arterial Obstrutiva Periférica

Doença Arterial Carotídea

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A artéria carótida é responsável por transportar o sangue até o cérebro. Entretanto, em determinadas situações, o fluxo de sangue neste vaso pode ser afetado. 

   Devido a aterosclerose, pode ocorrer acúmulo de placas de gordura nas artérias carótidas. Essas placas podem estreitar a luz da artéria, interferindo na passagem de sangue para o cérebro, o que chamamos de estenose.

De uma maneira simplificada, pode-se classificar a obstrução na artéria carótida da seguinte forma: ⠀
🔹Leve: obstrução menor que 50% ⠀
🔹Moderado: obstrução maior que 50% e menor que 70% ⠀
🔹Grave: obstrução maior que 70%⠀

Cerca de 2 a 5% das mulheres e 2 a 8% dos homens com mais de 60 anos apresentam obstrução da carótida em grau moderado ou grave. 

A obstrução da carótida, seja ela parcial ou completa, é um importante fator de risco para acidente vascular cerebral (AVC), chamado popularmente de derrame cerebral. Quanto mais grave for a obstrução da carótida, maior é o risco de AVC.⠀Até 20% dos AVC têm origem na carótida.⠀

Atualmente, o diagnóstico pode ser feito precocemente, através do ecodoppler de artérias carótidas, exame realizado em consultório em poucos minutos. ⠀

A maioria dos casos são tratados de forma conservadora, ou seja, sem necessidade de cirurgia. ⠀
Para casos mais avançados, existe a opção da cirurgia ou o tratamento endovascular (colocação de stent). 

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Cirurgia Endovascular é uma subespecialidade da cirurgia vascular em que realizamos o tratamento das doenças circulatórias utilizando cateteres e guias, manipulados à distância e monitorados por telas (monitores).⠀

O tratamento endovascular tem como objetivo principal minimizar a agressividade cirúrgica, evitando-se as grandes incisões e alguns riscos relacionados a cirurgia tradicional.⠀

 

O procedimento é feito mais comumente pelo cateterismo (punção) dos vasos ou ainda pequenas incisões cirúrgicas, preferencialmente na virilha (acesso femoral) ou no membro superior, normalmente sob anestesia local (as outras anestesias são usadas conforme necessidade). 

No caso da artéria carótida, por exemplo, quando há uma obstrução muito grande de vaso (maior que 50 a 70%), aumenta a chance de ocorrência de acidente vascular cerebral (AVC) e, em alguns casos, opta-se pelo tratamento endovascular. Neste procedimento, não são necessários cortes, pois todo o processo é realizado por cateteres, através de uma punção na virilha. O Stent é colocado na área de obstrução da artéria carótida, aumentando o fluxo de sangue e reduzindo a chance de AVC.⠀

A decisão sobre a realização de cirurgia aberta ou endovascular é individualizada, com base nas condições de saúde do paciente, nas condições do vaso a ser tratado, bem como de outras variáveis que são discutidas entre a equipe médica e o paciente.

Na Aliance Clínica Médica, contamos com uma equipe multidisciplinar para proporcionar aos pacientes um atendimento completo, englobando protocolos de prevenção, diagnóstico precoce e tratamento individualizado.